Ou importa? não sei! Não sei mais o que eu tenho que falar, o que eu tenho que sentir, até onde eu posso ir. Só sei que preciso ir. Preciso ir sentir o vento, só o vento, passando por mim. Preciso ver o que só eu consigo ver.
Egoísmo nem sempre é ruim. Hoje, consigo saber quem sou, ou não. Consigo me sentir tão certa e tão confusa. O mundo gira e só o que eu queria é que ele estivesse parado pra eu poder viver cada segundo de tudo isso que eu não tenho a mínima conciência do que é.
Existe uma agitação em mim, a agitação mais calma e serena que já pude sentir. Existe o amor mais puro misturado com a raiva mais amarga de todas. Eu me sinto na escuridão mais clara que os meus olhos podem ver.
Quero poder chorar desesperadamente de felicidade. Quero poder rir exageradamente de nervosismo. Quero poder dançar no menor espaço que existe. Quero poder ficar parada em meio a multidão. Quero poder rir da desgraça alheia e sentir dó da falsa felicidade do mundo.
Sinto que sou a mulher mais forte e ao mesmo tempo muito frágil. Frágil perante os fortes e forte perante os fracos. (Covardia. A covardia me assusta!) Sinto vontade de não fazer nada, de não ver, não sentir, não cheirar, não mexer e de não tentar. Sinto vontade de seguir, de ir sem rumo em diereção ao sonho mais real e certo de todos. (Ei, sim, esse mesmo!). Sinto a realidade fantasiada de preto e branco, com a sua face verdadeira refletindo cores.
Vejo flores flutuando e nuvens no chão paradas com o relógio acelerado. Vejo dados redondos e rodas quadradas.
Tenho a dúvida do mundo e a certeza do destino. Tenho a certeza da vida e a dúvida da morte. Tenho a certeza do amor e a dúvida do fim. Tenho o começo, só o começo de um fim que nunca chegará. Tenho o início do que já terminei de viver. Tenho só a certeza do fim que não existe. Tenho só a certeza do eterno que não tem data. Tenho só o teu amor que não procurei e encontrei.
Escuto o som da música que me traz a paz mais confusa e intrigante. Escuto o teu som no meu silêncio mais profundo. Escuto o teu silêncio com a minha alma cantando a canção do nosso amor.
Te procuro e te acho, ao contrário de tudo. A certeza, a única certeza. O único sentimento que eu sei que sinto agora. O único destino que me leva pra qualquer lugar, por qualquer caminho!
É amor?! Pouco me importa.. ou importa! É a única coisa que eu sei e disfarço não saber. Eu amo.
Thais Flores
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Florcita: cuánta sinceridad, cuánta transparencia y cuánta sencillez para poner en palabras tus sentimientos y tus abismos. Tu vida interior es "combate", lucha entre el bien y el mal, la vida y la muerte, el amor y el egoísmo. El abismo de lo oscuro, las pietras entrañas de la tierra o el abismo azul de lo que se abre sobre ella...
ResponderExcluirEl poder que nos divide o la compasión que nos reúne. El ser o el no ser. Eros o Thánatos. El conflicto es creación. Engendramiento. La vida misma es tensión entre opuestos. Poesía. Su confesión, Thais Flores es también un acto de fe y una manera de buscar salvarse. Su tragedia. Su don. ¡Gracias por compartir! saludos del gauchoguacho.