
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Romance de Outro Mariano

Depois das luas Rosa Flor mimava um piá
De olhos calmos, bem querer e olhar risonho
se o tempo moço tinha espera pra lhes dar
Então a vida lhe entregou bem mais que um sonho
Outro Mariano pra encilhar junto com o pai
seu peticinho baio ruano e bom de patas
Era um campeiro mal calcando o pé no estribo
de boina negra, de bombacha e alpargata
Mariano Luna lhe ensinava o jeito certo
de encilhar, firmar nas rédeas e sujeitar
Ia contando ao piazito sobre a vida
E o que ela tinha de bom pra ofertar
Pela ansiedade Rosa Flor era um sorriso
Que se perdia entre as flores da janela
Depois de um mate a mesma cena repetiu-se
E os dois Marianos acenaram na cancela
Mariano Luna ai ao passo no seu baio
E o peticinho rédea atada que obedece
Outro Mariano que aprendia ser do campo
Pequeno mundo bem maior do que parece
E Rosa Flor então sabia nos seus mates
Que era o tempo cruzar poucas primaveras
Que o guri ia também encilhar baios
Porque a vida é um ciclo eterno de espera
Mais uma vez a estrada foi e despedia
Pois pra quem fica uma manhã é a vida inteira
E os dois Mariano já voltavam do potreiro
Pra Rosa Flor e sua saudade costumeira
Então o rancho agora em três é bem maior
Bombachas grande e pequenas no varal
Só o silêncio nunca mais foi o mesmo
Pra um romance que jamais terá final
Jairo Lambari Fernandes
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Pai meu coração está contigo, tu vai sair dessa...
Tenha força.. tu sempre foi forte. Aprendi e tenho muito o que aprender contigo!
Fica bem Pai... preciso de ti!
Respira!!!
TE AMO.
Deus está contigo!
Thais Flores
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Galpando sin apuro
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yo voy cruzando mi vida
con la vista dirigida
hacia un rumbo bien seguro.
Pa'mí no hay días oscuros
por más que se enlute el cielo,
nada detiene mi vuelo
porque tengo la prudencia
de respetar la conciencia
de ser hijo de este suelo.
Si tengo mirada altiva,
créanme, no es de soberbio;
pues no dejo que mis nervios
me dominen mientras viva.
A veces trago saliva
y me hago el desentendido;
en la huella yo he aprendido
que no gana el que más grita:
mas no siempre aquél que invita
me corre en un real envido.
Defe'tos debo tener
como cualisquier humano;
pero rispeto, paisano,
al hombre y a la mujer.
Ya de mi madre al nacer
recibí esta condición,
la sesera y la razón
se hacen daga en mi cintura:
que es el arma más segura
que puede usar un varón.
Soy cantor y no pretendo,
hecharlas de consejero;
sólo con tino y esmero
cuido lo que voy diciendo.
Que la vida se va llendo
es una ley bien sabida,
todo tiene una medida
y es al ñudo hacerse el duro:
galopando sin apuro
yo voy cruzando mi vida.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Um Mate Por Ti
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Na bomba do mate ficaram teus lábios
E o gosto maduro de mel de mirim
E se não mateio depois que partiste
É que ando triste perdido de ti
A bomba é uma pomba de penas cansadas
E a cuia morena seu ninho vazio
E agora que foste chegou o inverno
E as águas do mate tiritam de frio
Às vezes teus lábios recordam os beijos
Que a bomba trazia de ti para mim
E o mate de ontem me lembra tudo
Que é doce a princípio se amarga no fim
Por outras me indago se não vale a pena
Trocar um capricho por um chimarrão
Tomar mais um mate por ti que levaste
Meus restos de doce da palma da mão
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