terça-feira, 3 de novembro de 2009

Um Mate Por Ti



Na bomba do mate ficaram teus lábios

E o gosto maduro de mel de mirim

E se não mateio depois que partiste

É que ando triste perdido de ti


A bomba é uma pomba de penas cansadas

E a cuia morena seu ninho vazio

E agora que foste chegou o inverno

E as águas do mate tiritam de frio


Às vezes teus lábios recordam os beijos

Que a bomba trazia de ti para mim

E o mate de ontem me lembra tudo

Que é doce a princípio se amarga no fim


Por outras me indago se não vale a pena

Trocar um capricho por um chimarrão

Tomar mais um mate por ti que levaste

Meus restos de doce da palma da mão

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